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O homem é o diálogo
entre vivos e mortos
pelos signos dos livros
e outros ritos antigos,
redondos no anel,
esféricos na bola,
esferóides nas equações
que são esferóides.
Vá que sejam amuletos contigo,
sortilégios comigo!?
( O diálogo vivo
é uma anel de serpente viva,
no amplexo consigo mesmo ,
amplexo de vida e morte
na peçonha e no remédio
da farmacopéia,
no encontro de engenharia química :
assim é a vida em movimento circular,
circunferência na inerência
que se entorta na esfera
graças à força da gravidade
que toca as cordas do violoncelo
com um violoncelista
de pernas tortas,
gravetos do sertão tão-tão-João-joão!
Ser humano com distrofia física,
no jargão médico
era Garrincha;
homem de coluna e alma reta
na meta que mirava
ou minava Garrincha
o ser em pasto posto em pássaro do semi-árido :
alma-de-bola,
alma-da-bola,
alma gabola,
ou bola n'alma
sem gato ou sapato :
chuteiras rotas nas rotas das derrotas
e da Vitória Alada de Samotrácia
nas escadarias do Museu do Louvre,
Pinacoteca em Paris, parida, parricida...(parricida!)
( Garrincha não era bem um homem,
na acepção do termo para adulto,
mas um quase quasar de anjo púbere
manejando o banjo pela bola;:
manejando o banjo de Manoel
em Manuelinas Ordenações emancipadas
dos reis de Copas, seus pajens e escudeiros reais,
em Suas Majestades para reger as Vanidades,
deusas de Paus, rainhas e tigresas de papel papal!)
Ao se ler Nietzsche
não se lê o homem,
nem se estabelece na beleza
com um diálogo com o homem,
porém com a presença do ser
no tempo da leitura
do filólogo-filósofo
no seu tempo de ser
concebido, entrevisto, grafado,
e, no entanto, semi-cognoscível.
( A garrincha arranha a aranha do canto;
Garrincha garrancha a garatuja do drible
um garrancho sem arranjo da garabulha,
garabulho, garavunha,
no arrasto geométrico euclidiano.
A ginga, o gingado, o samba,
a capoeira ao pé da chuteira
que esquece o passe
privilegia o drible
leva a bola ao êxtase
- sem uso de droga).
Não se lê o homem,
que é um complexo,
torcido pela gravidade,
mas o ser imerso
que emerge do homem
que não é simples
no anacoreta individuado,
porém complexo entidade,
no emaranhado coletivo,
em jângal inexplorado,
o qual está sempre em presença,
sem encarnação ou reencarnação,
no tempo que queima
o ser que reina
na república democrática
ou na monarquia absoluta
( formas de governo, dietas, regimes,
sob os quais nos subjugam
pela vigência da violência das leis dos reis
e congressos, parlamentos :
Ordenações Afonsinas ( que sina!),
Manuelinas, Filipinas,
são tudo uma gestão de palavras
encadeadas em concepções prisioneiras
do silogismo ou lógica loquaz
do político que melhor mente
ao povo parvo )
que, inobstante, luta sem luvas,
na contradição do bumerangue,
contra o obsoleto
no gueto
e na cúpula
que copula
a favor do favo na cornucópia
vegetal
que tudo nutre
no úbere
de onde corre livre
rio em riso de leite e mel
no anel do sangue
em mar rubiáceo,
pérolas negras
na dor do nadador
e da ostra
nada ostrogoda.
Rúbia peregrina,
peregrina nas águas
do mar vermelho tinto
- das rubiáceas!
( A garrincha derramava o canoro
no foro íntimo do vento;
o Garrincha desmantelava
o João-de-Barro).
Enquanto vir,
assomar,
seu ser à janela
( ela aparece à janela do ser
aberto abeto em lugar do luar,
"Abies alba!"),
sua imagem no mar...
- sei que estará viva,
pois o tempo é uma fogueira
e o ser da bruxa
queimada pela inquisição natural,
a qual se reúne em tribunal
de nato ofício
para bater o martelo das bruxas
e queimar o mar de Omã,
rasgar o mar de Cortez,
arrefecer de vez,
até a morte por "hipotermia",
a corrente oceânica de Humboldt.
( A garrincha cisca;
o Garrincha ciscava,
criava um cisma,
cismava
junto ao corpo cálido
da amante cantante
que derramava o cântaro
- do canto mavioso
no samba de voz roufenha,
sob coqueiro , lua
e rio em cachoeira em cantata
- tocada pela fuga em ré maior
que Buxtehude retirou do limbo
e Bach requintou).
A Inquisição espanhola de Torquemada,
Tomás Torquemada!,
no inato ofício
que ofende a fenda à frincha,
que incha, guincha,
garrincha, Garrincha...
- um diálogo rotundo
rodando na dialética esferóide
que quiçá só no solo da bola
que marola
sabe à obediência marinha
devida a um rei da bola...
Ora, bolas!
- um soberano em fuga para a equação esférica!,
universo em um diálogo matemático
com a gravidade
de um violoncelo a vibrar cordas,
senos, co-senos,
se não a tocar-se
nos dedos do violoncelista em transe.
Transeunte.
Transeunte o ser em diálogo com a esfera :
Garrincha das sete pernas!,
figura arcangélica se gelo em degelo fosse fosco
com sete asas fragorosas,
querubim, serafim...
Será o fim da cambaxirra em "cambagem"?!
Seria o fim da garrinchinha,
ainda extante?
Corruíra?
Curruíra?
- o pássaro canoro empós o homem
e o artista do drible
que fez cantar o poeta
em baladas e gestas gentis,
indo do Indo lírico ao épico homérico?!
Ora,ora,ora! : garrincha canta no campo;
Garrincha no campo dançava
ou tirava para dançar!...
Ah! "Tirava!", João! (Guimarães Rosa!)!
Garrincha fez o diálogo com a bola,
foi o gênio, o poeta da bola,
o engenho lúdico;
Pelé foi o gênio lúcido do futebol,
uma espécie de sardônico "Luciano",
muscular, obviamente,
a rir na sátira Menipéia,
junto a Varrão,
da estupidez humana
em seu campo de atuação,
literalmente!;
Pelé foi o sábio, o doutor em futebol,
o primeiro atleta daquele esporte,
o primeiro atleta fora do atletismo olímpico.
Pelé hoje é um macróbio
na acepção de idade avançada,
mas não para designar o autor romano
cujas obras os monges amanuenses,
nos mosteiros,
trouxeram aos nossos tempos
graças ao seu labor de copistas,
para a humanidade
- gasta e desgastada
por governos de homens (indivíduos)
já inúteis há séculos
ou milênios chineses, indianos, egípcios...
mas no poder eterno!... Arre!
- suas bestas poderosas!
( Ínsitas até no Apocalipse!
- Suas quatro bestas montadas
e a besta de muitos chifres!).
O diálogo longo com a bola do menino
( a bola sempre é e será do menino!)
ultrapassa o passe,
a terra, a atmosfera,
a fera que suja por dentro
o homem e a mulher com excremento,
e o universo inteiro,
pois o maior vencedor
é o grande amador
que venceu o Minotauro
no interior de seu labirinto
- por um fio!
Um fio da mulher amada,
e que ama muito,
- Ariadne (" Fio de Ariadne"!,
mas não me fio em Ariadne, a mulher
a caminho no mar da ilha de Naxos,
com velas pretas no navio,
a qual estendeu esse amor
na forma de fio (novelo de linha)
para guiar o bem-amado
para fora do labirinto
e matar à luz
a temível fera.
Contudo, Teseu não amava Ariadne
e a deixou a Dionísio, o deus Baco de Roma,
na malfadada ilha de Naxos.
( Naxos não é nexos,
mas foi lá que Baco(Baco!)
manteve relações sexuais com Ariadne,
após Teseu a abandonar na ilha
até a pé ela receber em vida a coroa
cravejada de pedras preciosas
e em morte a Corona Borealis).).
O vencedor é aquele
que venceu a si mesmo
no Minotauro que era
num labirinto perdido
sem espelho para Narciso,
até que a amada o despertou
de um sono e sonho profundos e improfícuos
ao assinalar-lhe com uma luz
no fim do túnel
- de onde surge uma criança
mais bela que o universo
- porque a criança é o amor de Deus
dado como presente
pelo amor dos dois :
quando criados macho e fêmea!
Marcha o macho
para a fêmea;
marcha a fêmea
para o macho.
Marcham.
Se marcham!
E como marcham!
Ávidos.
Para a bola marchava Garrincha,
mas a bola não marcha,
tampouco sai atrás de uma marchinha de carnaval
composra9compota?) por Lamartine Babo,
mas pode ser marchetada por Pelé
no âmbito do pé
- de moleque.
Pé de moleque é doce :
pé-de-moleque(no léxico);
um pé de moleque no chão
é rasto de Saci-Pererê, rasto histórico, imaginário,
que talvez tenha virado ( antípodas!) "arrastão".Não?
Todavia, se for dois pés de moleque
já se pode dizer
que é o rastro de um filho do Brasil,
que são inúmeros,
inclusive eu,
que não deixo rastro de meus pés
nem deixei quando era moleque,
porque, quiçá, seja nefelibata inveterado
- e de bata.
Garrincha, Garrincha e seu pé de moleque :
o pé-de-moleque doce,
dulcíssimo para o futebol brasileiro,
no braseiro da mãe-preta,
no vegetal da mata nativa :
a mata Atlântica.
Pau-brasil, abrasivo, abrasado,
na brasa ainda ardendo no borralho.
Pau-de-tinta, natural e cultural...
( Pau-brasil("Caesalpinia echinata Lam.".
Na língua indígena: Arabutã, ibirapiranga,
ibirapitanga, ibirapitá, orabutã...)).
Garrincha, não obstante, era de outro pau :
de Pau Grande, no Rio de Janeiro(Janeiro!), fevereiro...
mas não se fala do falo,
nem tampouco de sua dimensão.
dicionário
dicionario onomástico onomastico filosófico filosofico científico
cientifico enciclopédico enciclopedico etimológico etimologico
etimologia etimo wikcioná´rio wikcionario wikdicionário wikdicionario
verbete glossário glossario terminologia científica cientifica
nomenclatura binomial terminologia nomenclatura taxononia raxinomia vida
obra biografia pinacoteca historiografia lexic léxico lexicografia
O homem é o diálogo
entre vivos e mortos
pelos signos dos livros
e outros ritos antigos,
redondos no anel,
esféricos na bola,
esferóides nas equações
que são esferóides.
Vá que sejam amuletos contigo,
sortilégios comigo!?
( O diálogo vivo
é uma anel de serpente viva,
no amplexo consigo mesmo ,
amplexo de vida e morte
na peçonha e no remédio
da farmacopéia,
no encontro de engenharia química :
assim é a vida em movimento circular,
circunferência na inerência
que se entorta na esfera
graças à força da gravidade
que toca as cordas do violoncelo
com um violoncelista
de pernas tortas,
gravetos do sertão tão-tão-João-joão!
Ser humano com distrofia física,
no jargão médico
era Garrincha;
homem de coluna e alma reta
na meta que mirava
ou minava Garrincha
o ser em pasto posto em pássaro do semi-árido :
alma-de-bola,
alma-da-bola,
alma gabola,
ou bola n'alma
sem gato ou sapato :
chuteiras rotas nas rotas das derrotas
e da Vitória Alada de Samotrácia
nas escadarias do Museu do Louvre,
Pinacoteca em Paris, parida, parricida...(parricida!)
( Garrincha não era bem um homem,
na acepção do termo para adulto,
mas um quase quasar de anjo púbere
manejando o banjo pela bola;:
manejando o banjo de Manoel
em Manuelinas Ordenações emancipadas
dos reis de Copas, seus pajens e escudeiros reais,
em Suas Majestades para reger as Vanidades,
deusas de Paus, rainhas e tigresas de papel papal!)
Ao se ler Nietzsche
não se lê o homem,
nem se estabelece na beleza
com um diálogo com o homem,
porém com a presença do ser
no tempo da leitura
do filólogo-filósofo
no seu tempo de ser
concebido, entrevisto, grafado,
e, no entanto, semi-cognoscível.
( A garrincha arranha a aranha do canto;
Garrincha garrancha a garatuja do drible
um garrancho sem arranjo da garabulha,
garabulho, garavunha,
no arrasto geométrico euclidiano.
A ginga, o gingado, o samba,
a capoeira ao pé da chuteira
que esquece o passe
privilegia o drible
leva a bola ao êxtase
- sem uso de droga).
Não se lê o homem,
que é um complexo,
torcido pela gravidade,
mas o ser imerso
que emerge do homem
que não é simples
no anacoreta individuado,
porém complexo entidade,
no emaranhado coletivo,
em jângal inexplorado,
o qual está sempre em presença,
sem encarnação ou reencarnação,
no tempo que queima
o ser que reina
na república democrática
ou na monarquia absoluta
( formas de governo, dietas, regimes,
sob os quais nos subjugam
pela vigência da violência das leis dos reis
e congressos, parlamentos :
Ordenações Afonsinas ( que sina!),
Manuelinas, Filipinas,
são tudo uma gestão de palavras
encadeadas em concepções prisioneiras
do silogismo ou lógica loquaz
do político que melhor mente
ao povo parvo )
que, inobstante, luta sem luvas,
na contradição do bumerangue,
contra o obsoleto
no gueto
e na cúpula
que copula
a favor do favo na cornucópia
vegetal
que tudo nutre
no úbere
de onde corre livre
rio em riso de leite e mel
no anel do sangue
em mar rubiáceo,
pérolas negras
na dor do nadador
e da ostra
nada ostrogoda.
Rúbia peregrina,
peregrina nas águas
do mar vermelho tinto
- das rubiáceas!
( A garrincha derramava o canoro
no foro íntimo do vento;
o Garrincha desmantelava
o João-de-Barro).
Enquanto vir,
assomar,
seu ser à janela
( ela aparece à janela do ser
aberto abeto em lugar do luar,
"Abies alba!"),
sua imagem no mar...
- sei que estará viva,
pois o tempo é uma fogueira
e o ser da bruxa
queimada pela inquisição natural,
a qual se reúne em tribunal
de nato ofício
para bater o martelo das bruxas
e queimar o mar de Omã,
rasgar o mar de Cortez,
arrefecer de vez,
até a morte por "hipotermia",
a corrente oceânica de Humboldt.
( A garrincha cisca;
o Garrincha ciscava,
criava um cisma,
cismava
junto ao corpo cálido
da amante cantante
que derramava o cântaro
- do canto mavioso
no samba de voz roufenha,
sob coqueiro , lua
e rio em cachoeira em cantata
- tocada pela fuga em ré maior
que Buxtehude retirou do limbo
e Bach requintou).
A Inquisição espanhola de Torquemada,
Tomás Torquemada!,
no inato ofício
que ofende a fenda à frincha,
que incha, guincha,
garrincha, Garrincha...
- um diálogo rotundo
rodando na dialética esferóide
que quiçá só no solo da bola
que marola
sabe à obediência marinha
devida a um rei da bola...
Ora, bolas!
- um soberano em fuga para a equação esférica!,
universo em um diálogo matemático
com a gravidade
de um violoncelo a vibrar cordas,
senos, co-senos,
se não a tocar-se
nos dedos do violoncelista em transe.
Transeunte.
Transeunte o ser em diálogo com a esfera :
Garrincha das sete pernas!,
figura arcangélica se gelo em degelo fosse fosco
com sete asas fragorosas,
querubim, serafim...
Será o fim da cambaxirra em "cambagem"?!
Seria o fim da garrinchinha,
ainda extante?
Corruíra?
Curruíra?
- o pássaro canoro empós o homem
e o artista do drible
que fez cantar o poeta
em baladas e gestas gentis,
indo do Indo lírico ao épico homérico?!
Ora,ora,ora! : garrincha canta no campo;
Garrincha no campo dançava
ou tirava para dançar!...
Ah! "Tirava!", João! (Guimarães Rosa!)!
Garrincha fez o diálogo com a bola,
foi o gênio, o poeta da bola,
o engenho lúdico;
Pelé foi o gênio lúcido do futebol,
uma espécie de sardônico "Luciano",
muscular, obviamente,
a rir na sátira Menipéia,
junto a Varrão,
da estupidez humana
em seu campo de atuação,
literalmente!;
Pelé foi o sábio, o doutor em futebol,
o primeiro atleta daquele esporte,
o primeiro atleta fora do atletismo olímpico.
Pelé hoje é um macróbio
na acepção de idade avançada,
mas não para designar o autor romano
cujas obras os monges amanuenses,
nos mosteiros,
trouxeram aos nossos tempos
graças ao seu labor de copistas,
para a humanidade
- gasta e desgastada
por governos de homens (indivíduos)
já inúteis há séculos
ou milênios chineses, indianos, egípcios...
mas no poder eterno!... Arre!
- suas bestas poderosas!
( Ínsitas até no Apocalipse!
- Suas quatro bestas montadas
e a besta de muitos chifres!).
O diálogo longo com a bola do menino
( a bola sempre é e será do menino!)
ultrapassa o passe,
a terra, a atmosfera,
a fera que suja por dentro
o homem e a mulher com excremento,
e o universo inteiro,
pois o maior vencedor
é o grande amador
que venceu o Minotauro
no interior de seu labirinto
- por um fio!
Um fio da mulher amada,
e que ama muito,
- Ariadne (" Fio de Ariadne"!,
mas não me fio em Ariadne, a mulher
a caminho no mar da ilha de Naxos,
com velas pretas no navio,
a qual estendeu esse amor
na forma de fio (novelo de linha)
para guiar o bem-amado
para fora do labirinto
e matar à luz
a temível fera.
Contudo, Teseu não amava Ariadne
e a deixou a Dionísio, o deus Baco de Roma,
na malfadada ilha de Naxos.
( Naxos não é nexos,
mas foi lá que Baco
manteve relações sexuais com Ariadne,
após Teseu a abandonar na ilha
até a pé ela receber em vida a coroa
cravejada de pedras peciosas
e em morte a Corona Borealis).).
O vencedor é aquele
que venceu a si mesmo
no Minotauro que era
num labirinto perdido
sem espelho para Narciso,
até que a amada o despertou
de um sono e sonho profundos e improfícuos
ao assinalar-lhe com uma luz
no fim do túnel
- de onde surge uma criança
mais bela que o universo
- porque a criança é o amor de Deus
dado como presente
pelo amor dos dois :
quando criados macho e fêmea!
Marcha o macho
para a fêmea;
marcha a fêmea
para o macho.
Marcham.
Se marcham!
E como marcham!
Ávidos.
Para a bola marchava Garrincha,
mas a bola não marcha,
tampouco sai atrás de uma marchinha de carnaval
composta(compota?) por Lamartine Babo,
mas pode ser marchetada por Pelé
no âmbito do pé
- de moleque.
Pé de moleque é doce :
pé-de-moleque(no léxico);
um pé de moleque no chão
é rasto de Saci-Pererê, rasto histórico, imaginário,
que talvez tenha virado ( antípodas!) "arrastão".Não?
Todavia, se for dois pés de moleque
já se pode dizer
que é o rastro de um filho do Brasil,
que são inúmeros,
inclusive eu,
que não deixo rastro de meus pés
nem deixei quando era moleque,
porque, quiçá, seja nefelibata inveterado
- e de bata.
dicionário
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cientifico enciclopédico enciclopedico etimológico etimologico
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Tenho saudade mesmo
é do tempo em que meu filho
era pequenino!
Ele era todo o amor deste mundo,
- neste mundo!quando o ar dava alma ao mundo
e o espírito navegava
dentro das garrafas
num veleiro brigue à bolina
sem vento no evento
porquanto mergulhado em bebidas espirituosas
com propriedades organolépticas(organolépticas!).
-
Então eu era bem pobre
- e muito feliz!
brincando com ele,
presenteando-o
e bebericando minha cerveja
com saúde cheia,
toda lua amarela
tomando, bebendo todo o céu!,
enrodilhado na fumaça do cigarro,
espiral a desenhar o vento
e desdenhar as doenças graves
que furarão o futuro
com flor branca.
Saudade de quando minha filha
era aquela menina
que cobria a face com uma frauda alva
e caminhava comigo pela manhã,
mãos dadas,
com o maior carinho!
Ali todo o amor do mundo!,
enovelado, qual um cão inesquecível
num soneto do poeta Mário Quintana
para o livro intitulado " A Rua dos Cata-Ventos".
( Ah! o amor de uma menina
eu nunca experimentara!
É um amor da doçura do mel
de flor de laranjeira
da melhor abelha,
mas tem um travo amargo
- um tempero de peçonha
de mamba negra
à boca da noite).
Era, então, o sol matutino
tão solícito
( sob a umbela de um sol lícito
vivia sem guardar-me da chuva...)
e eu e minha esposa
morávamos ( vamos morar na Morávia, agora?!)
- morávamos bem
com a irmã pobreza de São Francisco de Assis
por companhia ( de Jesus!)
( Ah! O Bom Jesus!( Antônio Conselheiro,
na voz do povo brasileiro!
- canonizado!, ó Papa Francisco!)),
habitávamos a casa
com o pobrezinho de Assis,
sendo eu "pobre feito Jó!"
na exclamação corriqueira de minha mãe,
que também me trazia
o leite e o mel da felicidade
de poder conviver com ela
sem o mal de Alzheimer que a acomete hoje
e a separa de mim com a espada
a lhe cindir a alma
à mão do Querubim guardião do Jardim do Éden!...
Era eu tão pobre de Assis
que não tinha casa,
não tinha nada,
mas tinha minha menina
e meu menino
que eram minha maior fortuna,
- fortuna que perdi
quando eles cresceram,
crestados ao sol do deserto...
( Mas eles ainda são minha maior fortuna!,
conquanto não caibam mais nos sapatos,
nas bonecas, bonecos, carrinhos...
e me deram em grande parte ao olvido
o que é normal
embora eu ainda seja um pai
cada vez com filhos maiores
- o que quer dizer e di-lo:
cada vez mais
sem filhos para amar
- e me amar
com aquele amor pequenino
que só cabe no coração
de São Francisco de Assis,
irmão da divina Pobreza!).
Hoje o quinhão da pobreza
mitigou na mesma proporção
do quinhão de felicidade
e das batalhas ferozes
- do casamento!
( O matrimônio é a primeira guerra mundial
perpetrada pelo demônio feminino
e masculino (Íncubos e Súcubos!)
dirigida ao seu foro íntimo,
sendo este último ( o foro íntimo!)
a primeira guerra mundial
no Front individual).
As estrelas, as galáxias, o universo
no preto e no branco de sua matéria e energia
vai (vão!) se extinguir,
mas a saudade que carrego no meu peito ufano
do meu filho e da minha filha em crianças
não vai se extinguir
nem quando o tempo não mais for
apto a apresentar o ser
na epifania de cada dia.
( Não é uma saudade com nostalgia(nostalgia!)
mas com a lembrança
do ar delicioso
que eu respirava então
e ainda respiro hoje
quando meu neto
sopra o novo ovo no oboé.
Criança oboísta!
Criança é oboísta:
o oboísta é a alma da orquestra,
a criança a alma da vida!
- Soprano soprando Deus nos corações).
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nomenclatura binomial terminologia nomenclatura taxononia raxinomia vida
obra biografia pinacoteca historiografia lexic léxico lexicografia
O homem é o diálogo
entre vivos e mortos
pelos signos dos livros
e outros ritos antigos:
amuletos contigo,
sortilégios comigo!
( O diálogo vivo
é uma anel de serpente viva :
é a vida em movimento circular,
circunferência na inerência
que se entorta na esfera
graças à força da gravidade
que toca as cordas do violoncelo
com um violoncelista
de pernas tortas
( distrofia física no jargão médico)
e alma reta
na meta que mira
ou mirava e minava Garrincha
o ser pasto e posto em pássaro do semi-árido :
alma-de-bola
ou bola n'alma).
( Garrincha não era bem um homem,
um adulto,
mas um anjo púbere
manejando o banjo pela bola;:
manejando o banjo de Manoel
em Manuelinas Ordenações emancipadas
dos reis de copa e seus pajens e escudeiros reais).
Ao se ler Nietzsche
não se lê o homem,
nem se estabelece na beleza
com um diálogo com o homem,
porém com a presença do ser
no tempo da leitura
do filólogo-filósofo
no seu tempo de ser
concebido, entrevisto, grafado,
e, no entanto, semi-cognoscível.
( A garrincha arranha a aranha do canto;
Garrincha garrancha a garatuja do drible
um garrancho sem arranjo da garabulha,
garabulho, garavunha,
no arrasto geométrico euclidiano.
A ginga, o gingado, o samba,
a capoeira ao pé da chuteira
que esquece o passe
privilegia o drible
leva a bola ao êxtase
- sem uso de droga).
Não se lê o homem,
que é um complexo,
torcido pela gravidade,
mas o ser imerso
que emerge do homem
que não é simples
no anacoreta individuado,
porém complexo entidade,
no emaranhado coletivo,
em jângal inexplorado,
o qual está sempre em presença,
sem encarnação ou reencarnação,
no tempo que queima
o ser que reina
na república democrática
ou na monarquia absoluta
( formas de governo, dietas, regimes,
sob os quais nos subjugam
pela vigência da violência das leis dos reis
e congressos, parlamentos :
Ordenações Afonsinas ( que sina!),
Manuelinas, Filipinas,
são tudo uma gestão de palavras
encadeadas em concepções prisioneiras
do silogismo ou lógica loquaz
do político que melhor mente
ao povo parvo )
que, inobstante, luta sem luvas,
na contradição do bumerangue,
contra o obsoleto
no gueto
e na cúpula
que copula
a favor do favo na cornucópia
vegetal
que tudo nutre
no úbere
de onde corre livre
rio em riso de leite e mel
no anel do sangue
em mar rubiáceo,
pérolas negras
na dor do nadador
e da ostra
nada ostrogoda.
Rúbia peregrina,
peregrina nas águas
do mar vermelho tinto
- das rubiáceas!
( A garrincha derramava o canoro
no foro íntimo do vento;
o Garrincha desmantelava
o João-de-Barro).
Enquanto vir,
assomar,
seu ser à janela
( ela aparece à janela do ser
aberto abeto em lugar do luar,
"Abies alba!"),
sua imagem no mar...
- sei que estará viva,
pois o tempo é uma fogueira
e o ser da bruxa
queimada pela inquisição natural,
a qual se reúne em tribunal
de nato ofício
para bater o martelo das bruxas
e queimar o mar de Omã,
rasgar o mar de Cortez,
arrefecer de vez,
até a morte por "hipotermia",
a corrente oceânica de Humboldt.
( A garrincha cisca;
o Garrincha ciscava,
criava um cisma,
cismava
junto ao corpo cálido
da amante cantante
que derramava o cântaro
- do canto mavioso
no samba de voz roufenha,
sob coqueiro , lua
e rio em cachoeira em cantata
- tocada pela fuga em ré maior
que Buxtehude retirou do limbo
e Bach requintou).
A Inquisição espanhola de Torquemada,
Tomás Torquemada!,
no inato ofício
que ofende a fenda à frincha,
que incha, guincha,
garrincha, Garrincha...
- um diálogo rotundo
rodando na dialética esferóide
que quiçá só no solo da bola
que marola
sabe à obediência marinha
devida a um rei da bola...
Ora, bolas!
- um soberano em fuga para a equação esférica!,
universo em um diálogo matemático
com a gravidade
de um violoncelo a vibrar cordas,
senos, co-senos,
se não a tocar-se
nos dedos do violoncelista em transe.
Transeunte.
Transeunte o ser em diálogo com a esfera :
Garrincha das sete pernas!,
figura arcangélica se gelo em degelo fosse fosco
com sete asas fragorosas,
querubim, serafim...
Será o fim da cambaxirra em "cambagem"?!
Seria o fim da garrinchinha,
ainda extante?
Corruíra?
Curruíra?
- o pássaro canoro empós o homem
e o artista do drible
que fez cantar o poeta
em baladas e gestas gentis,
indo do Indo lírico ao épico homérico?!
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Doutrina de douto, tese de posição e teoria de...algo a ser provado?!
Não
emitirei aqui senão minha opinião, sem pretensão; será apenas o exercício
de minha conotação, não a mendacidade interesseira oficial ou a
presunção de verdade absoluta do Direito, monarca absoluto. Aliás, o
Direito é o espírito (ou a alma morta?) do Estado, o leviatã(leviatã!).
Outrossim,
não trilharei feito a grei depois que deixa medrosa o aprisco os passos
dos pastores de homens, intitulados e constituídos pelo Direito e
Estado não importando se são o que se lhes atribui ou não, pois a voz e a
verdade do Direito, do Estado e de tudo o que fede a oficial é falso,
falsificação de hábeis falsários protegidos e prestigiados por lei, o
direito positivo, ou seja, posto à força pela forças armadas formadas
por erudito estúpidos e venais. Rirei, sem trilhar os dentes, e
gargalharei da ingenuidade dos etimologistas e da castidade dos
gramáticos castiços. Cândida gente!
Nem me preocuparei com a opinião, que
se jacta científica, dos doutores, mestres e outros governantes do
mundo simbólico, comandados pelos donos do mundo real, do mercado
financeiro e econômico. Falarei ou falharei do que depreendi e aprendi
como ser humano, não como filósofo, pretenso erudito o mestre-escola.
Falarei e falharei livre dos truões, falastrões, charlatães legalizados e
intitulados, galardoados.
Já nascemos com um mundo pronto, aberto à
nossa inteligência e ao mesmo tempo, paradoxalmente(douto, doutamente
significa a palavra paradoxo, assim como dogma, segundo afiançam alguns
"doutos" ou eruditos senhores pais da cultura e da civilização) fechado
a nós, nossas opiniões e contribuições. Ganhamos de graça um mundo
culto e fechado e, outrossim, aberto ao paradoxo que é o conhecimento e a
possibilidade e impossibilidade do conhecimento, cujo acesso restrito e
acesso negado.A gramática já vem pronta, a linguística, semiótica,
filosofia idem; logo, entramos num universo cultural aberto e fechado a
um só tempo, onde pouco ou nada podemos contribuir em vida, se muito
depois de um longo trabelho e reconhecimento "post mortem"
O que é douto?Acham os "doutos" etimologistas que esta palavra vem de
"dok", de uma língua indo-européia. No latim é "doctus" que significa "
aquele que ensina", "instruído", " aquele que aprendeu", "doccere",
'mostrar, ensinar". É grau ou título acadêmico também, mas aí já tem
política!, não passa de um título conferido assim como uma comenda,
conquanto as pessoas as quais receberam o título fizeram por merecer,
têm, óbvio, muito mérito e merecem o maior respeito. Lutaram e venceram;
portanto, são dignos de veneração pelo desforço e inteligência
desprendida, além de terem passado um calvário para conquistá-lo.
Suas
raízes vem de línguas indo-européias "dok-", ao que consta. A raiz da
palavra é "dok", que remonta ao latim "docere" ( de docente, ensinar,
instruir). Da raiz indo-europeia vem o vocábulo grego "dokein" cujas
palavras derivadas são: dogma, paradoxo, didática, ortodoxia e outras a
mesma família linguística.
Todavia essas frioleiras banais nada ou
pouco dizem da realidade da palavra em sintaxe, que é uma de suas formas
de relação e das relações várias dos vocábulos com pensamentos e
palavras, conceitos, enfim, uma gama de interações e intercâmbios que
escapam a uma análise e visão limitada dos gramáticos, etimologistas,
linguistas e outros. As palavras-vozes pensam com o pensamento do ser,
ou seja, do tempo real e espaço real, que não é histórico, não são
entidades históricas, mas historiadas, passível de história,
estratificadas na arqueologia do irreal ou ficcional.
Na realidade, o
douto é o que cria uma doutrina; doutrina não é o que se prova, mas o
que faz parte atuante da vida no ser do homem. É a manifestação magna do
ser humano a doutrina, a voz conceptual do douto, daquele indivíduo
humano que conhece e sabe da vida, da existência e do pensamento
concatenados. A doutrina, sendo parte da vida, da existência, do ser,
do homem, do ser do homem ou no homem, prescinde de prova, pois está
junto ao tempo real e não ao tempo contextual que demuda e demuda o que
hoje é prova em não provado amanhã. A prova sempre será reprovada,
desaprovada, confirmará e desabonará a teoria. Hoje ela é crença geral e
amanhã descrença, porque está em contexto e não fora dele como sói
ocorrer com o ser, que difere do ente, o fenomênico ente, que vigora no
tempo ficcional : pretérito e futuro, não-ser e vir-a-ser :idealidades.
A
doutrina de Jesus Cristo é válida e imutável até hoje e o será sempre,
pois está em tempo real, vital, e não em ficção; já não se pode dizer o
mesmo da teoria de Newton, Einstein, Darwin...meras teorias! apartadas
da vida, vinculadas apenas ao intelecto,
à razão fria e deletéria no mais das vezes.
De
mais a mais, as palavras não se ligam eternamente à etimologia, a
consonar com o sonho e sono dos etimólogos, mas ganham corpo e carne do
tempo, conceitos temporais mudam suas acepções e não dizem jamais o que
diziam quando era viva a cultura que a plasmou naquele momento do ser,
no momento do ser, ou seja, em tempo real cobrindo com matéria homens
reais, não ficcionais, figuras geométricas de romance ou de história,
mito ou lenda, o que dá no mesmo para o ser e o tempo de ser, sempre
real, natural, "in natura", doçura! Não há ser fora do âmbito do tempo,
mas ficção de ser na história, nos fatos... : o ser está no ato, passo a
passo.
Douto ou PhD, "Philosophus Doctor", doutor em filosofia, que
tem uma doutrina em filosofia, é aquele cuja tese é uma doutrina, ou
seja, um ensinamento originário, lógico, concatenado coerente, erudito,
coordenado em sistema, com perspectiva filosofante, ou seja, uma
filosofia à maneira grega, no pensamento ocidental. É um por o ser no
mundo, uma posição ("o ser é apenas uma posição", coloca laconicamente
Kant ), uma ontologia, quer dizer, a doutrina tem como objeto uma
ontologia, o ser dado no tempo presente, tempo atuante, real, natural,
dado através da manifestação do ente ou fenômeno, mas que não se
confunde com o fenômeno : o ente. Heidegger põe algo similar em sua doutrina.
Quando
se estuda ou se toma por objeto o ente ( fenômeno) tem-se uma teoria e,
portanto, é imprescindível a prova que, não obstante, é sempre
contextual e mutável. Neste estudo acha-se o erudito, o cientista, mas
não o filósofo, que este se debruça sobre o ser. O estudo do objeto faz o
filósofo ou o erudito. A erudição provem da filosofia ou da ciência e
se distingue no objeto que é ontológico ou fenomênico.
Essa ontologia pode propor o objeto na
geologia, na arqueologia, no direito, na medicina, que só dão doutos
quando em estudo do ser enquanto objeto primeiro e, quiçá, último :
Princípios, meios e fins.
Do exposto se depreende que não há doutor
em direito, medicina, paleontologia, mas sim em ontologia, ou seja, em
filosofia, que é encetada por uma doutrina original do filósofo que
vislumbra um mundo a pensar.
Não discuto os orientais, cuja cultura e
civilização é de outra cepa, conquanto a língua que sustem ambas as
culturas é um idioma indo-europeu, o sânscrito, mas a orientação e o
pensar é diverso, embora tende a convergir nas palavras; todavia não nas
concepções do universo conhecido, concebido e sentido pelos sentidos
empíricos e pela intuição conotativa e denotativa, que chamaremos de
sentidos não químicos, nem físicos, mas mentais, por assim dizer.
profeta oséias amós oseias amos isaías isaias jeremias jonas joel
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A equação de campo de Einstein, ou equação(equação!) Einstein, que consagra o
conceito equivalência massa-energia, está expressa na fórmula de
equivalência supra. Energia é igual a massa vezes o quadrado da
velocidade da luz no vácuo; ou seja, espaço e tempo não estão separados
consoante concebe senso comum, mas juntos , ou melhor, não são dois,
mas apenas uma unidade.O espaço enquanto massa em velocidade e o tempo
enquanto energia, que proporciona a velocidade ou movimento. O espaço,
portanto, é formado de massa e velocidade, a qual é provem da velocidade
ou movimento do corpo no espaço exterior ao corpo e do espaço interior
ao corpo. São duas velocidades observáveis. Daí o quadrado? O Corpo
(massa) se move fora de si e dentro de si, gerando mudanças em ambos os
movimentos, em ambas velocidades, as quais são postas em escala de luz.
Daí o conceito ano-luz?, Ana-Luz? Ou o concerto? ( Imaginemos um concerto de saudades sua, dulcíssima amada!).
( O conceito de corpo e
massa são diversos na física; está colocado aqui de forma "didática",
digamos e porque o conceito de massa na língua portuguesa falada e
escrita em alguns países tem conotações deferentes ,, obviamente, nada
técnicas. Ora, se não fosse assim não teria conotação, mas denotaria!
Mas este conceito não está, na maioria das vezes, posto apenas em
terminologia científica precisa, mas no que grassa na fala do homem do
povo, com graça!).
A energia constitui a massa com sua força ou, "in casu", velocidade,
movimento. Energia é, grosso modo, movimento, motor, gerador de massa.
Na energia está presente a massa e vice-versa. Aí a leitura da equação,
sua expressão , a qual afirma a massa( espaço, vamos dizer assim) e
energia ( movimento, por assim dizer) como uma unidade, uma mesma coisa :
o ser de Parmênides em outra frente e sob outros disfarces.
linguísticos, semiológicos e doutrinários. O "Hén Pánta": essa a
percepção inconsciente da equação de Einstein, mas que se mescla com a
equação de Heráclito de Éfeso quando diz: "Panta Rhei".
Dessa confusão teórica, que põe conceitos em junção, transcrita em
equação, nasce a teoria da Einstein, não transliterada, pois os
brilhantes teóricos da física quântica(quântica!) não sabem disso.
Parmênides e
Heráclito misturam e não distingue ser e tempo, ou iguala-os, ou os toma
por um, ou seja, pela mesma coisa, o que é a verdade fria do jogo de
xadrez da abstração. O mesmo não faz Einstein que, a priori, os toma
pela mesma coisa, mas a posteriori distingue-os, separa tempo e espaço
na doutrina, conquanto não o faça na equação. Porém, como não é
filósofo, nem erudito em filosofia, não percebe o equívoco.
De mais a
mais, o tempo em Einstein cai num pretérito irreal, impregnado num
glifo de memória, e num futuro fantasista, obra, "opúsculo" da
imaginação sempre cavilosa(cavilosa!). Leva a imaginação construir ou
sonhar com volta ao passado e viagem ao futuro, pois, na realidade, o
único tempo real, inexistente é o que vivemos agora, nele estamos presos
e soltos, pois ele flui incessantemente para frente, mas não retorna ao
pretérito, senão nas pessoas do discurso e nos tempos vernais, tempos
fictícios, abstratos, tempos para pensar, recordar ou imaginar, mas não
para existir, senão naquele ou neste momento em que o passado e o futuro
do meu tempo presente está próximo do passado de agora há um segundo e
prestes a entrar num futuro sempre presente, mas próximo um segundo do
futuro, mas sempre em presença, sempre no bojo do ser, que é o tempo e o
espaço, a massa e a energia, a velocidade quadrada em função da
massa...( O tempo não é uma teoria : é uma tirania.Trocadilho infame,
mas trocadilho!).
Partindo desse pressuposto falso, da má literatura de Einstein, cria-se
toda uma literatura que enriquece muitas editoras e físicos quânticos
que passam a cultivar e cultuar minhocas nas cabeças cheias de buracos
de minhocas. Transformam o tempo numa personagem romântica e romanceada
para máquinas do tempo, que chamam cordas cósmicas e outros nomes e
renomes vãos para esconder a incipiência e fingir que tudo é a mais pura
e elevada ciência. Meu bom Deus!
Então o tempo se transmuta no que
entendemos por esta palavra ( a palavra "tempo") que significa muitas
coisas na vida quotidiana e está, portanto, eivada de conotações e
contextos empíricos, pensamento mágico e ilações fantasiosas. tempo
não-equacionado matematicamente tem contexto conotativo e denotativo,
enquanto o tempo em concebido matematicamente na equação não tem
contexto algum, ou se o tem é apenas denotativo. Já o tempo enquanto
doutrina sofre de denotações incômodas, porque demasiadas, exacerbadas e
denotações de menos, mitigadas. A matemática só tem contexto dentro da
linguagem para a matemática e, por isso, não apresenta conotação no
contexto, mas apenas denotação. Noção de precisão ou próxima da precisão
que a linguagem altamente técnica e fria pode oferecer. É a linguagem
do cérebro, que ignora os conteúdos e se foca nas formas. O tecnicismo
matemático-algébrica que imbrica um microcosmo e um macrocosmo dentro e
dora do ser humano.
Por outro lado, a teoria subjetiva o tempo, pois o tempo objetivo não
existe, senão em linguagem matemática e enquanto
palavra que designa algo subjetivo ao ser humano, o movimento da mente
humana memorizando o passado e imaginando o futuro, tempos inexistentes
ou tempo sem ser presente, presença, existência. O tempo enquanto
energia ou velocidade unida indissoluvelmente à massa ou na totalidade
expressa pela palavra energia, espaços que separam os lados opostos da
equação, apenas existe e é um ser enquanto
movimento, energia ou velocidade, quando unida à massa ou quando a
massa está em potência na energia, que ora é massa, ora energia, em
perpétuo movimento cósmico.
Contudo, quando o tempo é posto enquanto
personagem imiscuído na
personalidade humana e no modo do ser humano ver o movimento, a energia e
a velocidade, ou seja, como uma personagem criada pela mente humana, um
ente à parte, separado do movimento, da velocidade e da energia; e, ao
mesmo tempo, em outra parte, em cisão com a energia, separado, á parte
da massa,, da velocidade e da energia, que mostra o tempo objetivo, in
natura, então o tempo, isolado como movimento que o homem percebe e
conceitua como presente, passado e futuro, separado do movimento,
velocidade, energia e massa, esse tempo tem conteúdo subjetivo, é um
pedaço, um aparte, uma parte do sujeito e não do objeto, nem algo
objetivo, pois o tempo não existe,
conforme o concebe a mente e o conceito humano comum, mas apenas como
movimento, o qual a matemático exprime na equação ou em forma de
notação musical
na partitura. O tempo subjetivado, não-objetivado, é um tempo-ser que
não existe na natureza, mas na mescla que é a relação
natureza-ser-humano.
Na palavra e na partitura o tempo é um ente meramente humano, subjetivo,
não é o que é na música, puro movimento,nem na natureza, na física de
fato : movimento, energia, velocidade, força, mas não meramente e só
estes conceitos misturados indelevelmente a palavras como seu apelo
popular subjetivo. A ciência tem que ser objetiva, neste sentido e na
linguagem matemática e física.Física quântica e física relativista.
Einstein e os físicos quânticos
transformaram a física no simbólico, ou seja, em espiritualidade. Cômico
foi eles cavando um buraco de minhoca em suas mentes! Que comediantes!
Todavia,
a patetice real prefere não ver a nudez deles, tiritando de frio, pois
esta é a nova roupa do rei e todo aquele que não a vê é um estúpido!
A
equação de Einstein está correta, mas não a doutrina, a tese, a teoria
posta em vernáculo com todo o seu contexto, que é uma carga pesada até
para o camelo e o dromedário.Uf!, Puff!
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João Guimarães Rosa não contava, não narrava uma história : pensava-a
avo a avo : vinte avos, 30 avos rastreando o passo do tempo até os avós.
As estórias de João Rosa não eram narradas, mas pensadas,pespegadas
(pespegadas!). Não as contava
feito um contador de estórias bolorentas, mas pesava-as com um
pensamento
fundo que vinha da esfinge a interrogar o enigma, a recolher
silenciosamente e respeitosamente no logos os mistérios da vida e do
amor, que ,
na realidade perpassante, perpassada pelo fenômeno, é a realidade inata
do ser, vez
que o ser, em sua aparição fugaz, é quase um sonho ou quiçá um
soluço, uma efeméride ou, ainda, uma ideia de Platão
fincada na tese do filósofo arraigado na realidade-idealidade, que é a
vida humana exposta ao saber, querer, conhecer, sondar, vida esta que é
um meio-termo entre a existência e o ser, sendo o ser uma existência
prática, mas, por paradoxo, uma existências em práxis e teorética. Este o
método do mestre do sertão dos buritis em renque e do grande buriti :
pensar a
estória molhada nas veredas. Malhada a vaca mocha.
Ao pensar a
estória,
sob a forma de conto ou novela poético-pensante, o autor se pensa e
pensa o mundo rodeado pelo contexto invisível, alijado da percepção do
erudito escriba, que não pode escrever o texto e ler, concomitantemente o
contexto. Este João de bom barro, criador da estória pensada,
não narrada, poetizada, transtornada e transformada em história na hora
de Hegel, despontando na dialética.
João Guimarães Rosa rasgava as palavras e pensava
intelectualmente e sensivelmente a estória com onomatopéias, barulhos,
ruídos de
monjolos, visões verdes de buritis, gente valente e demente. Gente,
enfim, presente ( o ser) e ausente ( não assente no ser que dá o tempo,
que é o presente ou presença de ser enquanto ente, algo manifesto aos
sentidos ferindo o ser do homem ainda em absconsa apercepção : o tempo
faz florir a apercepção, espécie de intuição kantiana.( O ser é uma luz do tempo e uma corporificação do espaço, em conceito-pedaço, indefinido na definição).
Deus tinha seu canto e nicho nestas estórias, absconso em tutaméias, entremeado com o diabo, o qual rodava, rodopiava no
pó que o vento levantava entre levante e poente : um pó de vestido a desnudar a mulher
discreta e a sonsa : o diabo no rabo de saia, que saía solícito, sagaz,
indecente do guante em que estivera enrodilhado com cordas de ventos alísios ou monções.
Não há em Guimarães Rosa um contador de estórias, mas um
pensador de estórias, que a pensa solitário, em solilóquio, com o diabo
na ponta do verbo ao invés do verbo ser Deus. O pensador de estórias ia,
paulatinamente, se afastando, se arrastando para fora do do mundo
fictício, desintegrando o onírico e o lírico ao se transfigurar,
imperceptivelmente, sub-repticiamente em pensador da história, numa
evolução insuspeita : o salto evolutivo da estória à história.
Com Guimarães Rosa a novela
perde um narrador e ganha um pensador nada rigoroso, céptico, inconclusivo até
a indiferença ou descrença no conhecimento falho por palavras rasgadas
em versos cantantes nas bocas das Musas que estão no vento todo o tempo :
um tempo transluar, trânsfuga, do que deveio do veio do presente e virá
a devir no futuro co foco no presente, que carrega o corpo do ser, no
anto da ontologia, que só pode ser estuda por um breve instante, um
momento tenso-intenso, sem tensores ou sensores que a meçam, um
brevíssimo momento de existência no bojo do ato e do fato, que se
esfacelam, esboroam-se no líquido do ser. O ser líquido e o ser liquidado em grupo social.
A ontologia(ontologia!) é o fundamento
de todo pensamento, conhecimento, saber, literatura, sensibilidade,
ciência, drama, trama, poesia, estória, história humana; porém não tem
contexto no poeta e no novelista e, por isso, estes a ignoram; ao
contrário, o filósofo auto-consciente da ontologia, pois este o seu
objeto, o seu contexto, seu texto. A ontologia cobre o microcosmo e o
macrocosmo. Todo saber, todo conhecimento é, em princípio, ontologia.
Ontologia..., mas o que é isso : ontologia?!
Diriam os incautos que é
o estudo o a palavra do ser : o ser no "logos" "in loco" e em locução:
em tese ou na posição em nenhum lugar geográfico ou geométrico do mundo,
mas no nicho do homem : seus pensamentos ou mente frente à realidade e
de costas à idealidade que oculta tal idealidade partida em fatia da
realidade, sendo que nem a parte "realidade" é real, mas dado do real,
da coisa dada, observada, lançada(objeto constituído pela substância do
espaço e tempo que formulam o ser em outra expressão do espaço-tempo ou
energia-matéria).
O ser é algo que observa e é observado, que está no
estado e estudo da substância e fora da substância, bem como da energia
que sobeja da ralação matéria-energia. Isso física, química,
empiricamente; mas também, paradoxalmente, está fora do universo
epírico, num universo mental, que nem é universo, mas um "locus"
geométrico que não emana energia nem é emanada da energia, porem pensa o
mundo em si, no ser, e fora de si, na existência, universo "paralelo"
esse que acabou perfeito na filosofia acabada de Aristóteles, oriunda da
tradição de Parmênides, Zeno, da escol de eleatas que descobriram o
pensar d pensar, o pensamento debruçado sobre si mesmo e,
posteriormente, numa superação do auto-conhecimento, do mundo exterior
ou existência. O ser é plúrimo corte de realidade e irrealidade :
balanço ou dança de ser e não-ser, cortes de instantes que não se juntam
na mutação de matéria e energia. Dança cósmica, cosmogônica,
cosmogonia.
No ser estão os triângulos e teoremas que tais,
imortalizado no nome de Pitágoras : o não-espaço e não-tempo sem
energia e matéria, sem substância mesmo ou com substância desconhecida,
pois tal substância é o próprio pensar, nem chega a ser o pensamento
ainda, mas um princípio do pensamento no pensar, o ato de exercitar a
criação do paralelogramo, de onde provém a geometria
substante-insubstante, que se sustem no nada mental e físico. O ser e
não-ser na geometria por inteiro : um discurso ou pessoa do discurso nas
matemáticas, aritméticas, álgebras em seu solilóquio assaz loquaz com o
cosmos, ou o que o grego contextualizava no texto como cosmos.
João
Guimarães Rosa estuda esse ser que passa ainda agora à minha frente e
que não consigo parar em seu fluir, senão usando a memória como
expediente de memória falha, em miscelânea com a imaginação, as quais
tentam em vão captar o vivo, parar o que
não para, mas flui indefinidamente mesmo no vau do universo onírico.
Esse objeto falso com memória de vida, porém não vida no instante dado
em soma com o espaço momentâneo do presente tempo que envolve a presença
no espaço, é o
que estudamos e estatuímos como e enquanto objeto ontológico, o qual os
cientistas julgam mudar de forma e teor com uso de nomenclatura ou
terminologia, denominando pomposamente e jocosamente o objeto da
ontologia com o nome de objeto científico, vez que não podemos parar o
tempo e o espaço a fluir em rios, fluentes rios de Heráclito, o
Obscuro, mas apenas cortar em pedaços de instantes no presente que traz a
presença no espaço e tempo vividos; portanto, o objeto de estudo da
ciência é o não-ser, algo morto e
inexistente, envolto nas brumas do pretérito ou um ser já não em sua
função vital de ser, ou seja, de
sua existência exitosa já apartado, apenas restante em verbo, em logos,
em cultos matemáticos, na tese do lugar geométrico, que é um nada cavado
na mente, esse buraco de minhoca. Ser histórico para historiologia e
historiografia, rasgos e restos do pensar enquanto vivo e no momento ou
período o ser humano que assiste a presença a nascer do presente, nicho
da vida em teia e cadeia ecológico, etológica.
A ciência estuda um objeto falso :
um não-ser que se passa por ser que deveio e estar à devir. O artista
arteiro do sertão não diz isso, mas pensa sem o contexto, que será
objeto de ensaísta. O contexto é objeto do ensaísta fictício e real de Sainte-Sulpice,
organista que toca outra arte no opúsculo. O poeta que escreveu, chorou o
contexto que não pode ler, pois aquele que escreve está cego para a
leitura do contexto que abraça o texto em lamentações de Jeremias, pois
todo texto é uma escritura para o autor que se abre em leitura para o
leitor sagaz : abre o ser genuíno em tese na escrita que acolhe o ser do
escriba nos signos e símbolos e se oferece em sacrifício maia de leitura
dúplice a erudito, que pode ler texto e contexto de imediato, fato e ato
vedados ao autor do texto.
( Excerto do "Ensaio do Organista de Sainte-Sulpice Debruçado Sobre a Realidade e Idealidade Ontológica Durante o Interlúdio da Tocatta e Fuga em Ré Menor de Bach ou Buxtehude")
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